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Histórico: - 11/12/2005 a 17/12/2005 - 04/12/2005 a 10/12/2005 - 27/11/2005 a 03/12/2005 | |
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"A melhor forma de escolher, é provar o gosto" - TITAS
Por: Danilo Ramos e Marcelha Leone Os seres são tão frágeis quanto seus sujeitos. São manipuladores e geralmente pouco articulados (talvez até nada articulados). Assemelham-se ao animal que eriça o pêlo diante de seu predador. Por sinal nunca sabem identificar quem é realmente seu predador... Ao vivenciarem um eterno medo de se machucar ao baixar a “guarda”, esquecem-se de exercitar a pratica da diferenciação das pessoas, comportam-se como se todos ao seu redor estivessem procurando seu ponto sensível. Vêem na vida uma necessidade indiscriminada de proteção, não formulam papéis, se enxergam sempre presas de sentimentos possivelmente maravilhosos a ponto de se perderem de si próprios e assim conseqüentemente ir ao outro vulneráveis. Enganam a quem? Manipulam sem pensar em um próximo passo, não articulam, manipulam, jogam talvez de uma maneira prática, esperam o resultado antes de dar o próximo passo, mas aí esta a falha, se este for surpreendedor se perdem, se enrolam na própria teia, trama. E os sujeitos? Estes geralmente participam de um jogo, de peito aberto. Sem armas, passam a fazer parte do “espetáculo”. Não que sujeitos não joguem, esta seria uma afirmação errônea. O que ocorre é que quando percebem que estão envolvidos numa dinâmica constituída de jogos, estes entram no jogo, sempre buscando manter os pés no chão (apesar da grande dificuldade de proceder de tal forma), e nunca subestimar seus seres. Sujeitos são péssimos manipuladores. Modificam sim o meio, mas não de forma voluntária. Uma estória, mesmo que seja contada com a intenção de reforçar nunca será um reforço. Num espetáculo é preciso haver verdade. Verdade na voz, no olho do ator, mesmo que somente por alguns atos, algumas cenas, mas o espectador tem que acreditar deixar-se envolver. Essa é a magia do teatro.
Midi: “Se” - Djavan - Postado por: Marcelha às 14h18 [ ] [ envie esta mensagem ] Pensávamos que a relação perfeita, consistia em ambos serem sujeitos e seres simultaneamente. No entanto percebemos que uma vez sujeito, sempre sujeito. E por dedução atribuímos tal critério aos seres também. Tal descoberta pode soar um tanto pessimista, pois nos leva a crer que não há a existência da relação perfeita. Porem, chegamos à conclusão de que na verdade, para a relação ser perfeita, o sujeito não tem que deixar de ser sujeito, e nem o ser deixar de ser ser, até mesmo porque ninguém deixa de ser si próprio da noite pro dia. Mas o que ocorre, é que o ser, mesmo em sua posição de ser evoluído, idealiza em seu sujeito uma espécie de seu ser, e este tornar-se seu sujeito. Não porque se vê enquanto um alguém controlador e “dono da Situação” este não sente necessidade de se perder no outro, não vê enquanto ideal a relação desvairada onde não se sabe onde acaba um e começa o outro, estamos aqui vendo enquanto ideal uma situação onde ser ou não, o outro é algo onde nos vemos sem restrições. Um ser idealiza perder o controle, vê em seu sujeito à oportunidade de sentir-se frágil e sair de si. Já dissemos anteriormente que muito deste gozo é privado em função dos medos comuns aos seres, medo de ser vulnerável e sofrer, ora quem não sofre? Deixar-se partir em direção ao desejo, talvez aí o grande conflito de um ser, ao “escolher” vivenciar um sujeito o ser busca alguém que o alivie desta dura e testemunhal posição de intocável, não conhece e não traça um caminho que o leve a posição de sujeito de seu sujeito, mas cobra que seu sujeito sozinho e sem pistas trace este caminho e o leve pela mão. Tarefa árdua essa atribuída ao sujeito, pois “tira” a responsabilidade do ser (como já dissemos anteriormente), e acaba por destruir a idéia de livre arbítrio. por Danilo Ramos e Marcelha Leone Midi: “Sem Fantasia” – Oswaldo Montenegro e Tânia Maya “Vem meu menino vadio, vem sem mentir pra você - Postado por: Marcelha às 16h09 [ ] [ envie esta mensagem ] E as questões continuam Como vivenciarmos nossos medos? Tem gente que tem medo de altura outros de barata, outros de mar e ainda outros de viver. Sempre pensamos que não estamos prontos para outro, nunca estamos prontos a sermos avaliados pelo outro. Bela bobagem, não estamos prontos na verdade para resposta que tal pessoa pode nos apresentar, não estamos prontos para termos nossas fragilidades apontadas e afloradas, ao nos darmos para ser avaliados na verdade estamos baixando a guarda e mostrando algo nosso. Determinados momentos de nossas vidas temos que deixar de ter o medo enquanto guia ou não vivemos, sabem aquela historia de se não der o primeiro passo não anda e se não andar não conhece o mundo? Então é isso. Determinados momentos de nossas vidas colocamos em nossa insegurança um bode expiatório de nossos medos de viver “tenho medo, disso ou daquilo”, e por isso não o faço, que legal tem medo de se machucar por isso morre por dentro. “Tenho medo de machucar as pessoas por isso as preservo de mim” nossa que compreensivos são esses seres, evitam a dor do outro para não entrarem em contato com as suas próprias, não sabendo que às vezes morrer (não viver) feri mais que brigar pela vida, as feridas que o outro faz na briga são sinais de luta, e as feitas com “giletes” no banheiro são cicatrizes da desistência ou da briga somente com si próprio. Medo disso ou daquilo, uma boa desculpa para responsabilizar o mundo por nossas ações, uma boa forma de colocar a rédia da própria vida nas mãos dos outros, afinal se não vivo responsabilizo o mundo pelos acontecimentos, “não procurei nada tava bem quietinho aqui no meu buraco interno”. Parece simples, ameniza a culpa. Depois ainda dizemos estar angustiados, não sabendo o que há claro que não sabe o que há, não começou nada como vai tomar no meio a direção e apontar pra algum lado. Tive medo de viver... Deixei que vivessem a minha vida. Às vezes as pessoas se privam de viver e realizar-se em função de sua insegurança, inseguros de que? De serem aquilo que querem esconder. Enquanto me reforçam, olho, afinal não tenho responsabilidade nisso, certo? Claro que esta certo, enquanto os outros vivem, me projeto neles sem riscos. Afinal, como eu, não precisam ser reconhecidos, carregam pedras para construir algo sólido, mas tem a nítida impressão que nunca colocaram ninguém dentro desta forte construção, pois, aos que não vivem a mudança é algo impensável, porque sairiam do buraquinho interno em busca de uma base sabe-se lá é se forte mesmo, se foi construída sobre bases pensadas e cuidadosamente montadas não basta, afinal o buraquinho é velho conhecido e parece tão seguro. Por isso que muitas vezes os que vivem desistem desta magia, uma idéia meio que lógica, to construindo pra que mesmo? Ninguém vê. E nesse caso não adianta aquele papo de devemos fazer as coisas por nos mesmos, vivemos em grupo e muitas vezes fazemos as coisas para manter essa relação. É por isso a necessidade de reforço, de troca, já falada no texto anterior. Sentir insegurança, medo, ou qualquer que seja o sentimento é natural, no entanto o que ocorre, e, diga-se de passagem, deixam os sujeitos desnorteados, é a privação. Os sujeitos são censurados, barrados, são proibidos de participar. São os sujeitos que preservam os seres seguros e este é seu papel. Desde que nascemos o que buscamos e ser únicos pra alguém o primeiro amor pelo qual lutamos é o de nossas mães, depois o da professora, o da paquera e um dia o de algum ser, na verdade só procuramos isso na vida, sermos únicos pra alguém, só que isso precisa de ajuda, um só é pouco, buscamos na vida quem nos reforce, quem veja nos veja enquanto únicos, assim como nossa mãe nos viu um dia, “de qual filho você gosta mais” “de todos de um jeito, cada um é lindo de um jeito” pronto é isso, só queremos ser únicos para nossos seres, para isso os reforçamos constantemente, os seres, são lindos, únicos, encantadores e nosso objeto de desejo, e os sujeitos o que são? Somente parte do processo, necessários para que existam os seres.
- Postado por: Marcelha às 16h03 [ ] [ envie esta mensagem ] Resposta de um ser evoluido Primeiro q ser um ser superior está em alta. E q todo ser superior é sujeito de alguém (muitas vezes dele próprio). Assim, como tudo na vida, é ciclo, e tão certo como nada e ninguém foge da teoria da gravidade. A teoria não fugiria do ciclo. É isso aí... Tudo é um ciclo... Se existi extinção , seja a do ser, seja a do sujeito, conclui-se, existe ciclo. Outra coisa, Todo ser superior, quer ser o sujeito na relação e de fato nunca o será. Não dentro da relação. Em outra sim. Porque esta teoria é de projeção... Sempre em frente... Só podemos ser uma coisa de cada vez... Sem direito a repetir a mesma coisa por duas relações sucessoras Se na presente relação você é o sujeito... Então se prepare Que por aí vem dias de ser superior para serem vividos. Seres superiores não são bons matemáticos, não entendem rápido, riem muito, preocupam-se pouco, porém eficazmente, são dóceis, compreensíveis e toleráveis... Carregam complexo de baixo estima. E sentem muita necessidade de chorar (embora seja difícil admitir) Bom, num teatro (como fora dito). Imagino que o ser... Enquanto “assisti” seu sujeito, Aplaude não por encantamento, deslumbramento, e sim, por angustia. É angustia. Na verdade... O ser não quer que ensaiem uma peça pra ele. Quer ser da peça... Quer ser ator. Apenas fazer parte. Gozar essa exaustão em ensaiar a peça. Mas quem vai assistir? Sei lá... Vai ver a gente encene para o ideal... Encene para aquilo que acreditamos .... Sujeitos e seres superiores. Fecham o ciclo. Quando chegam à perfeição... Quando a gente enfia todo o orgulho na cerveja... Ou em qualquer outra coisa mesquinha e arrasta o tesão pro palco... Quando não é preciso mais palmas... Porque a vida aplaude... O ideal aplaude. A bandeira q se levanta aplaude. Mas hj amar por amar... É tão difícil quanto um balé francês ensaiar só por ensaiar... Ou cineasta fazer um filme... Só por fazer... só pra si... Isso é não é para seres superiores... Nem para sujeitos... Como nós, meros aprendizes. ISSO É PARA Uma nova categoria que agora essa tese levanta... O ser superior perfeito!
- Postado por: Aninha às 15h45 [ ] [ envie esta mensagem ] Novas descobertas sobre “seres evoluídos” Tá certo, já dissemos que seres evoluídos são o centro de nossa atenção, o quanto são encantadores, especiais, a forma como nos deixam bobos parecendo adolescentes, o quanto nos fazem enxergar o mundo em tons pasteis e principalmente o quanto os tornamos únicos. Sabe aquele lance de uma pinta deixar de ser uma pinta e passar a ser um detalhe único e lindo, pois é já falamos disso. Agora resta a tarefa de explicar e fazer compreensível a idéia de palco & platéia. Como falar de seres evoluídos sem falar de seus sujeitos? A idéia é simples, para ter um tem de haver o outro. E para manutenção desta relação de dependência mutua funcionar, em principio os dois devem levar alguma vantagem ou no mínimo nenhum prejuízo. Bom, chegamos ao ponto. Seres evoluídos são reforçados o tempo todo por seus sujeitos, afinal há uma admiração não velada e incondicional; e quem reforça os sujeitos? Quem os diz que sua energia esta sendo no mínimo recebida com bons olhos? Afinal como ficar colocando água em copo furado? Um sujeito precisa ter sua auto estima valorizada em algum momento, nem que sejam por si mesmo. Às vezes parece necessário empurrar os seres evoluídos para o campo do real para que haja verdade na coisa e para que aquilo idealizado possa ser desconstruído, “nem só de pão vive o homem” e nem só de sonho vive o sujeito. Sabemos que para os seres evoluídos é difícil ver-se enquanto agente responsável, mas os cabe a responsabilidade de nutrir seus sujeitos de alguma forma que não exija 50m de distância. Fui a os céus e voltei já ouvi, é bem isto que define, perder-se no outro e voltar. Não porque quis voltar, este é o ponto, voltou porque não encontrou morada, no céu não há firmeza e a terra é muito árdua, no ser evoluído não há reforço e sem ele não há desejo. Quem é o homem sem sonho? Quem não sonha não vive e quem só sonha acorda tarde. Pensávamos que só de sonho viveríamos e acordamos tarde com fome e sozinhos. Na realização de um espetáculo existem dois principais papeis os atores e a platéia. Um ensaia exaustivamente para que o outro esteja lá, e este outro se prepara, pois ali se dispõe a entregar-se, a ser aquele outro por um instante de sua vida, afinal é este o teatro, o espectador abrir-se para o espetáculo, acreditar no irreal (tantas vezes tão real, ali diante de seus olhos), ver a verdade do ator enquanto sua também. E é desta relação de estar por um momento no outro que falamos, ao sujeito e ao ser evoluído cabe a troca, à resposta, a ação. Ao apresentar-se o ator projeta ser real para o publico, ao dedicar-se o sujeito projeta ser real ao ser. Quando isto por algum motivo se compromete, pronto, baixam as cortinas e o real imaginário se vai, se não há publico não há fantasia se não há desejo não há projetos.
* Escrito por: Danilo Ramos e Marcelha Leone
MIDI: “Sinais de Fogo” – Preta Gil “Por que você não olha cara a cara - Postado por: Aninha às 15h44 [ ] [ envie esta mensagem ] Vontade de escrever... "Se eu pudesse dizer a você o que desejo transmitir, não haveria necessidade de dançar." – Isadora Duncan. Inconstante! Um gemido contínuo dentro de mim... Os sentimentos confusos (e quando é que não estiveram?). Como escrever o que foi pensado para ser dito, faltam oportunidades. Oportunidades o inferno coragem. Ao olhar seres evoluídos, nos deparamos conosco em um momento de vulnerabilidade. Uma visitante do Blog disse que não entendeu nada desta idéia de seres evoluídos, com certeza ainda não se sentiu ridícula na frente de seu objeto de desejo, não sentiu o silêncio pesar no ar, não teve a nítida impressão que se não disser nada no próximo segundo seu objeto se vai, talvez nunca tenha se visto no outro. Assumir esse sentimento de inferioridade como fizemos no outro post, não é nada fácil. É admitir fraquezas, e covardias. Seres evoluídos são intocáveis, escondem dentre uma armadura toda trincada um ser todo delicado e amedrontado, “isso é coisa de um rapaz que sem ter proteção foi se esconder atrás da cara de vilão, então não faz assim rapaz não bota este cartaz agente não cai não...” (Maria Rita). Seres evoluídos conseguem nos levar as nuvens com o brilho de um olhar, a leveza de um sorriso, e ao mesmo tempo nos arremessar a metros de distância com a frieza de seus gestos. Cabe aos sujeitos de seres evoluídos uma compreensão aparentemente básica, mas de difícil introjeção. Ao nos arremessarem a metros estes estão apenas se defendendo, pode até parecer que sabem exatamente o questão fazendo, mas são tão frágeis quanto nós só não conseguem lidar com isso. Enquanto aceitamos de forma passiva, negam o quanto podem, atacam o quanto podem, pois se essa armadura agressiva for transposta pronto estão expostos e prontos a se envolver (phodeu). E viva a dialética. Seres evoluídos são encantadores, do contrário não ostentariam tal título.
*Escrito por Danilo Ramos e Marcelha Leone
Midi: “Cuide bem do seu amor” – Paralamas do Sucesso
“A vida sem freio me leva, me arrasta, me cega Palavras duras em voz de veludo - Postado por: Aninha às 15h44 [ ] [ envie esta mensagem ] Esse papo de “seres evoluídos” parece até piada, mas até que faz algum sentindo, ou pelo menos pode (ou quem sabe poderá algum dia) fazer algum sentindo. Ou na verdade é só mais uma forma que encontramos para descarregar nossas dúvidas, frustrações e/ou dores. Colocar no outro a responsabilidade por nossas frustrações até parece um jeito bastante fácil de resolver nossos problemas, quando seres evoluídos assumem este papel de bode expiatório de nossas vidas, ficamos aliviados, passar para o outro o problema nos faz descansarmos em nossa dor. Mas lamentavelmente esse descanso é ilusório, pode parecer aliviar, mas a carga é pesada e ao sentir-mos inferiores a carregamos nos ombros, costas, e PEITO. Sentimentos de rejeição, descaso, indiferença... Ninguém quer estar deste lado do tabuleiro. Preferir se fazer de vitima deixando que a derrota seja visivelmente o conforto dos covardes é tão fácil quanto julgar o outro superior por não nos acharmos bons o suficiente para mostramos nossas armas internas cheias de remendos e fragilidades. Quando me assumo inferior, assumo que gostaria de ser bom o suficiente, mas como não sou coloco no outro a carga de querer mais do que tenho a oferecer. É em momentos como esses que invadem esses sentimentos de inferioridade, mas ninguém quer ser inferior, covardemente se atribui ao outro uma superioridade que lá no fundo gostaríamos de acreditar. Numa busca louca de descarregar nossas culpas. Aos seres ditos superiores seu merecido mérito. Alcançam o mais profundo interior dos que assim os intitulam, encontram nesta manifestação de rejeição a ferramenta fundida pelo mais perfeccionista dos fundidores. Ferramenta esta que alcança e arromba a mais escondida de nossas gavetas internas. Nela guardamos o mais verdadeiro sentimento de rejeição perante a vida e ao encontrarmos em contato com esse arrombamento temos a nítida noção que não conseguiremos de novo concertar esta fechadura e trancar estes sentimentos. Mérito a quem lhe merece! * Escrito por Danilo Ramos e Marcelha Leone Midi: Hoje não colocarei nenhuma midi, acredito que as vezes o silêncio é a melhor resposta...
- Postado por: Aninha às 15h43 [ ] [ envie esta mensagem ]
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